Você poderia simplesmente me ouvir? – MOMENTO INSIGHT

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Você poderia simplesmente me ouvir? - MOMENTO INSIGHT
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Como não provocar uma terceira guerra mundial (do seu mundo) por culpa da sua orelha. A importância da escuta ativa para uma comunicação de valor. Argumento adaptado do livro Recarregando a bateria humana de Daniel Carvalho Luz. Argumento do Programa Feliz Dia Novo desta Segunda-feira AO VIVO às 7:30h ou a hora que você puder.

Momento Insight do livro das atitudes criativas, atitudes vitoriosas de Daniel Carvalho Luz. Hoje vamos falar de ouvir.

Você poderia simplesmente me ouvir? Diz Cecil Osborne.

Você poderia simplesmente me ouvir? Diz Cecil Osborne.

Ouvir não é apenas escutar passivamente. É uma experiência ativa, em que você presta verdadeira atenção aquilo que outra pessoa está dizendo. Verdadeira atenção.

Quando alguém lhe pede para que você ouça e você começa a dar conselhos, então você não está fazendo o que ela pediu. Quando alguém te pede para que você a ouça e você começa a dar palpites, você pode estar pisando nos sentimentos da pessoa. Quando alguém lhe peça que você a ouça e você acha que precisa tomar alguma providência pra resolver o seu problema, então você está falhando com ela. Por mais estranho que isso possa parecer. 

Ouça tudo o que ela está pedindo. Ouça, apenas dê ouvidos. Não precisa agir, não precisa falar. Simplesmente ouvir. Ela pode agir por si mesma, ela não é indefesa. Talvez esteja apenas desencorajada, esteja apenas fraquejando em dúvida incerta. Não está indefesa. Ela só precisa que você ouça. Quando você faz algo por ela, algo que ela pode fazer por si mesma. É aí que começa o problema, você está, na verdade, contribuindo para aumentar o temor da pessoa e a tornando inútil. 

Então você tem que fazer o que? Quando você aceitar como um simples fato que, o que ela sente, o como ela sente, não importa o quão seja irracional. Então você poderá parar de tentar convencê-la a prosseguir com essa tarefa de compreender o que está por trás deste sentimento irracional, aos seus ouvidos até.

Quando isso se tornar claro, as respostas serão obtidas e ela não precisará mais dos seus conselhos. Ela só precisa clarear as próprias ideias, os próprios sentimentos e pensamentos. Sentimentos irracionais fazem mais sentido quando percebemos o que está por trás deles. E se quiser falar, se tiver vontade de falar, espere. Espere o momento certo, espere a sua vez. Então, ai sim talvez ela te dê ouvidas e você possa visitar aquela intimidade, aquela complexidade do outro.

Você conhece uma história do ouvido humano que causou uma guerra? Um ouvido simplesmente causou uma guerra. Houve uma vez em que um único humano causou um conflito internacional. Era o ouvido de um comandante de navio inglês do nome Jenkins e do qual os espanhóis tinham as piores referências possíveis.

Dizia-se que o Capitão Jenkins não primava por honestidade. Pra falar claro, o que ocorria é que home era um pirata, um ladrão. Como era hábito na época, o capitão Jenkins foi preso e condenado. A pena foi a de sempre: Cortem a orelha dele. Cumprida a sentença, Jenkins indignadíssimo coma perda da orelha partiu com o que sobrava de seu corpo de volta para a Inglaterra e foi se queixar com o Rei. Os ingleses que estavam por aqui com os espanhóis, loucos de vontade de encontrar um bom motivo para declarar uma boa guerra, não perderam tempo. Declararam a guerra da orelha de Jenkins.

Parece incrível, mas não é. O que interessa nesse momento porém, é outra coisa. O que quero saber é: Se há por ai alguma guerra a ponto de explodir perto de você, única e exclusivamente por culpa da sua orelha? Por culpa dos seus ouvidos. Pelo que você insiste em não ouvir. A resposta, na verdade, interessa muito mais à você do que à pessoa que ouve. De qualquer modo mesmo que a sua orelha não esteja pondo em risco a segurança de ninguém, nem a sua própria, nem a de nenhuma nação soberana, será útil que você responda a você mesma, você mesmo mais uma pergunta:

Será que minha orelha é mesmo uma boa orelha? Sua orelha é uma boa orelha? Você é bom ouvido? 

O que quero saber é, como você reage quando no meio de uma conversa na qual você está empenhado muito em ajudar alguém, este alguém interrompe o seu discurso e diz que você vá meter o bedelho na vida do outro, que você não tem nada a ver com a minha vida. O que é que você ouve? Ouve uma ameaça a sua autoridade? Ou ouve uma espécie de soluço, de gemido. Uma voz que lhe pede por favor, que intimida por baixo das palavras que pronuncia ou grita? Ou berra qualquer coisa. Como estou só assustado, estou envergonhado pelo que fiz, estou com medo do que você possa fazer. E se você me abandonar agora estarei perdido, perdida.

Se você é um daqueles que a cada “vá meter o bedelho na vida do outro” ouve uma ameaça a sua autoridade. lamento, mas não há dúvida de que sua orelha está a beira de causar uma terceira guerra mundial. Mesmo que apenas dentro da sua casa, ou dentro do seu departamento.

Mas, se você pertence ao outro grupo. Ao grupo de pessoas capazes de ouvir o seu próximo com atenção plena. Fique tranquila e tranquilo que sua audição está perfeita e você não corre risco algum de acabar sem orelha como o capitão Jenkins. E a paz mundial está garantida. 

Ouvir ou escuta ativa. Aquele que você participa com os ouvidos mesmo. Não com suas ideias e opiniões, a menos que elas sejam solicitadas depois. Mas, ouvir é o mais importante do que falar. Pode ter certeza. Ouvir faz parte da comunicação boa, da comunicação de qualidade, da comunicação de valor. A comunicação não é apenas o que se fala, mas é também o que se entende e o que se escuta.

Argumento adaptado do livro Recarregando a bateria humana de Daniel Carvalho Luz. Argumento do Programa Feliz Dia Novo desta Segunda-feira AO VIVO às 7:30h ou a hora que você puder. Acesse no link: 

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