Só mais um passo – Momento Insight

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A emocionante história contada pelo autor do Pequeno Príncipe, Exupéry, em seu livro Terra dos Homens, que é uma verdadeira lição sobre propósito e planejamento. Do livro Insight de Daniel Carvalho Luz, volume 1. Ouça e compartilhe.

Você sabe pra onde está indo? Você tem de ter muito cuidado se não sabe pra onde vai. Por que talvez você não chegue lá desse jeito. É pra onde você vai, onde você quer chegar e como chegar. 

E quando dividimos um trabalho longo e difícil em pequenas etapas torna-se mais fácil cumprir cada fase com a atenção voltada para um esforço menor em cada uma destas fases. Quando se fala em metas a curto prazo, logo vem à memória o fato narrado pelo autor de O Pequeno Príncipe, em seu livro Terra dos Homens.

Momento Insight, texto adaptado do livro de Daniel Carvalho Luz que estará conosco aqui neste segunda-feira falando sobre o planejamento.

Pois bem, Antoine de Saint Exupéry conta que nas décadas de 20 e 30, nos primórdios da aviação comercial ele ingressou no Correio Aéreo Francês junto com um amigo chamado Guillormée. Na época desprovido de qualquer tecnologia, sem a ajuda de mapas, roteiros ou algum aparelho que os ajudasse a estabelecer uma rota, como um simples Waze, por exemplo. Munidos apenas de uma pequena bússola, os pilotos decolavam em seus minúsculos aparelhos de um só lugar para transportar a correspondência aos lugares mais distantes. 

A norteação se fazia pelos acidentes geográficos no solo. Ao alçar voo o piloto tinha de voar a baixa altura pra sobrevoar, por exemplo, o urso do pequeno riacho onde ele fazia uma curva esquerda, nesse ponto o piloto deveria seguir em frente até avistar a Capela pintada de branco, ao pé da colina. Ao passar por ela, seria preciso girar 45 graus à direita e então começar a procurar o pinheiro solitário, logo adiante ele avistaria o pequeno povoado. Ponto onde deveria iniciar o procedimento de subida devido À proximidade dos Alpes Franceses. 

Não era fácil. E verdade naquela época, pilotar era uma aventura perigosa e os que se arriscavam a fazê-lo eram considerados loucos, irresponsáveis, verdadeiros aventureiros. Voltando ao amigo de Exupéry. Guillormée pilotava sobre a Cordilheira quando seu pequeno monomotor sofreu uma pane caindo sobre aquelas montanhas de neves.

Embora não tivesse se ferido fatalmente, Guillormée percebeu que suas pernas apresentavam ferimentos e cortes profundos. Com muito esforço, sentindo fortes dores ele conseguiu abandonar a cabine do avião destroçado. Ao constatar a extensão dos ferimentos na perna, compreendeu que não teria como sair dali sozinho. mas ele não enxergava nada perto dele. Escutou o horizonte em todas as direções e só viu solidão, gelada e branca.

Conhecedor dessa região, após essa rápida análise, ele entendeu que seu fim talvez estivesse próximo. principalmente em razão dos sérios ferimentos que sofrera nas pernas. Por um instant5e sentiu-se tomado de pânico, claro. E pela dor de saber que chegava ao fim de seus dias. Então ele começou a pensar na família, que não tornaria a ver. Nos amigos, nas tantas coisas que ainda pretendia realizar e na impotência de não ter a quem pedir socorro.

Depois de algum tempo, já mais conformado, começou a pensar sobre as medidas a tomar mesmo naquela situação. Bem, não havia nada a fazer no sentido de sobrevivência, portanto o mais sensato seria deitar-se na neve e esperar que o torpor causado pelo frio do gelo tomasse conta de seu corpo, permitindo-lhe ser envolvido então sem dor pelo manto da morte e adeus.

E o que ele fez? Deitado sobre a neve Guillormée dirigiu seu pensamento ao que ele mais amava. Começou a pensar nos filhos que ele não veria crescer. Na esposa que ele tanto amava. Portanto aquele homem de espírito forte, batalhador, aventureiro, lutava consigo mesmo para resignar-se à situação de não ter nada a fazer. Meu consolo, pensava ele, é saber que a minha família não vai ficar desamparada, o meu seguro de vida tem cobertura suficiente pra proporcionar-lhes subsistência por algum tempo. Menos mal. 

Felizmente tive o bom senso de estar preparado para uma situação destas. Tão logo seja liberado meu atestado de óbito, a Companhia de Seguros…E aí caiu a consciência. Nesse instante Guillormée teve um sobressalto. A sua apólice prezava, como todas as outras, que o seguro só seria pago mediante apresentação de atestado de óbito. Ora naquele lugar inacessível, seu corpo jamais seria encontrado, ele seria dado por desaparecido. Não haveria pois atestado de óbito. Iam passar muitos anos de privação para sua família, antes que ele fosse oficialmente considerado morto. E apavorado com essa ideia, ele pensou:

– A primeira tempestade de neve que cair vai me soterrar, nunca vão me achar. Eu preciso chegar até um lugar. Eu preciso caminhar até um lugar, onde pelo menos o meu corpo, possa ser encontrado o mais rápido possível. 

Mas as dores que ele sentia eram cruciantes demais. mas então nasceu uma força maior. Uma determinação, uma missão, um propósito. Ele sabia que ao pé da Cordilheira havia um povoado cujo os moradores costumavam aventurar-se até certa altura da montanha para caçar. A distância era longa, vários quilômetros de onde ele estava. mas ele pensou: – Eu preciso realizar essa última proeza da minha vida. Eu preciso chegar aonde o meu corpo possa ser encontrado por um caçador. 

Então Guillormée, reunindo todas as forças que ainda lhe restavam, obrigou-se a ficar em pé. Foi preciso um esforço grande pra não cair. Mas, consciente da distância que teria de percorrer, e sabedor de que não podia permanecer naquele local, apesar de seu estado lastimável, Guillormée estabeleceu a meta de dar um passo. 

Um passo afrente. Só um passo. Com extrema dificuldade ele começou a empurrar a sua perna para uma passo, só mais uma passo, só mais um passo, só mais uma passo, mais uma perna, empurrava, auxiliava com a mão e mais um passo… E assim ele começou a caminhar. Concentrando toda a sua energia apenas no próximo passo, estabelecendo um forte condicionamento positivo através do comando só mais um passo. Guillormée caminhou quilômetros pela neve. Ele não se permitia pensar na distância que ainda faltava percorrer, ou em sua dificuldade e as dores para se locomover. Ele concentrava-se apenas no espaço a ser vencido pelo passo seguinte.

E assim Guillormée caminhou e caminhou o tempo todo. A tarde já ia avançada quando os seus olhos turvos pela dor e pelo cansaço vislumbravam alguns vultos à sua frente. Ele firmou o olhar e percebeu que se tratava de pessoas que olhavam para ele estupefatas. E aí ele pensou consigo mesmo, agora eu já posso morrer. e deixou-se escorregar para o nada.

Depois de alguns dias, no hospital, Guillormée abriu os olhos. E a primeira imagem que viu foi a da esposa ali ao lado da cama. Guillormée teve alguns dedos de um dos pés amputados, que foram congelados pela neve. Passou algum tempo hospitalizado até readquirir forças, mas continuou vivo ainda por muito tempo. Guillormée sobreviveu.

“A primeira condição para se realizar alguma coisa é não querer fazer tudo ao mesmo tempo.” Diz Tristão de Athayde.

Onde você quer chegar?

Como é que você pode se organizar?

Qual é a sua determinação?

Qual é a sua causa?

Qual é o seu propósito?

Que planejamento você vai fazer pra conquistar esse lugar que você sonha, pra chegar nesse lugar onde você quer chegar?

Quem sabe dividindo em metas.

Momento Insight, texto adaptado do livro Insight I de Daniel Carvalho Luz.

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Texto: Daniel Carvalho Luz, Livro Fênix – Editora DVS

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