Feliz Dia Novo
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A silenciosa hemorragia da alma - Momento Insight
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Cuidado com a hemorragia da alma. O nome dela é autodepreciação. Texto adaptado do livro Fênix de Daniel Carvalho Luz

Momento Insight, texto adaptado do livro das atitudes criativas, atitude vitoriosas de Daniel Carvalho Luz, que me acompanha há 20 anos no rádio, na internet, inspirando pessoas. A silenciosa hemorragia da alma. “Nenhuma pessoa foi arruinada por fora; a ruína final vem sempre de dentro.” Não há nada que cause mais amargura do que a autodepreciação. Um sentimento que nos impede de ser felizes, esta terrível doença atinge a todos e poderia ser diagnosticada como “síndrome do coitadinho”, “sou mimimi”. Nos casos mais dramáticos nos persuade a olharmos sempre para dentro de nós ao invés de olharmos externamente e para o horizonte. Sussurra pequenas coisas em nossos ouvidos, lembra-nos do quanto somos depreciados e maltratados, importantes, mas ainda assim desprezados, dotados, mas ignorados, capazes, mas não reconhecidos, brilhantes, mas eclipsados. Se eu tivesse que escolher uma cor para autodepreciação, eu escolheria o preto azulado e o roxo de um hematoma feio. A autodepreciação é como uma mancha que aparece na superfície de nossas vidas ou nos nossos corpos, um sinal avisando que algo sério está ocorrendo em um nível mais profundo. Temos hematomas quando sangramos por dentro. Uma das maneiras mais horríveis de morrer é pela hemorragia interna, o sangramento incontrolável dentro do corpo, traiçoeiro porque geralmente é indolor. Não há pistas visíveis mostrando o gotejar minúsculo que começa quando um pequeno vaso sanguíneo rompe até se tornar uma inundação fatal. A autodepreciação é a silenciosa hemorragia da alma. Você não sente ou não vê a força da vida escapando, até que ela não esteja mais ali. Então, é tarde demais. Esta astuta enfermidade desliza para dentro do escritório do leal empregado que não foi promovido. Olhando de sua mesa imersa em papéis, a sua mente, de repente, é inundada com o lado da pena de si mesmo. “Ninguém liga pra ele, encara a realidade. Nunca será promovido. Você não vale nada. Você não serve pra nada”. Para o desempregado ele diz sempre “Você nunca terá chances.” Isso é a autodepreciação. Você já se nega antecipadamente as oportunidades e assim não tenta, e assim não vai pra cima. O impacto mais prejudicial da autodepreciação é o seu final. Uma carranca dentro de pouco tempo vai substituir seu sorriso. Então você acredita que não pode vencer porque tem maus antecedentes, porque sua família é muito numerosa, porque você “não conhece ninguém, não tem pistolão” ou se casou com pessoa errada. Talvez você esteja gordo ou gorda demais ou fraco, fraca demais, porque não tem dinheiro, porque não tem talento, porque tem muitas dívidas, porque não está segura de si, porque não está seguro de si, é muito feio, é branca demais, é morena demais, é muito baixa, tem o nariz muito grande, pois é. São inúmeros pretextos. A lista de desculpas que as pessoas inventam poderia encher um livro. Tudo bem, algumas pessoas podem até ser verdadeiras, mas nenhuma vai trazer sucesso ou dinheiro, mas certamente entorpeceram a luta para consegui-lo. Em geral, as desculpas são algo que mascara o sentimento de dúvida. Tenhamos em conta que ninguém tem um complexo de inferioridade quando nasce, isso é algo que se desenvolve com o tempo. Como na verdade, ninguém é inferior por natureza, estes sentimentos podem ser vencidos reinstaurando-se a confiança em nós mesmos. Nunca lhe ocorreu que o fracasso pode ser um excelente professor? Muitas das histórias dos grandes vencedores tiveram origem em desastres pessoais. São poucas as pessoas que venceram na vida, em qualquer campo que seja, que não tiveram de enfrentar o fracasso e repúdio em algum momento de sua vida. Tornaram-se notáveis porque tinham confiança em si mesmas, porque eram fecundadas pelo valor de suas convicções e porque se apoiavam na sua capacidade de se levantarem depois de caírem. Seriam por acaso essas pessoas inferiores só porque fracassaram alguma vez ou tinham qualquer limitação? É claro que não. Se você se livrar da sua “síndrome de coitadinho, de coitadinha”, de suas desculpas descabidas, complexos torpes e sentimentos de inferioridade ou de incapacidade, é claro que certamente morrerá. E morrerá de hemorragia da alma. Morrerá antes de morrer, sem nenhuma gota de alegria. Reaja, acredite, você tem um imenso potencial ai dentro, às vezes, adormecido. E a única pessoa capaz de acordar esse potencial, esse talento, esse dom é você. E vai precisar de energia, de disposição, determinação, força de vontade. Saiba, como diz Nathaniel Branden “Quase todos os problemas psicológicos – da ansiedade à autossabotagem no trabalho e no amor, do medo da intimidade à escravidão das drogas – têm a sua raiz no amor insuficiente do indivíduo por si mesmo.” Então, tudo começa pelo amor próprio. Acredite em você. Não seja o responsável pela autodepreciação. Acredite. Momento Insight, texto de Daniel Carvalho Luz, adaptado do livro Fênix. Irineu Toledo, Rádio Positiva – uma rede conectada à boa atitude.

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Música: Não há pedras no caminho… Banda Aquática Álbum: Nova Manhã
Texto: Daniel Carvalho Luz, Livro Fênix, Renascendo das Cinzas – Editora DVS

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