Preencha o seu vazio – Sacadas Estoicas
Feliz Dia Novo

 
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O que fazer com o “vazio”, quando parece que nada faz sentido e bate aquela angústia de não saber o seu lugar e a razão da existência. Convido você para esta reflexão delicada, com associações livres. Essa é minha proposta pra jogar conversa fora, ou melhor, jogar conversa dentro de nossas mentes, com sacadas estoicas para fortalecer propósitos e a arte de bem viver a partir de nossas virtudes e boas práticas.

Oi, com licença. Quero entrar aí um pouquinho na sua intimidade, nesse diálogo nutritivo sagrado do domingo. Nutritivo, porque o diálogo nutritivo? Porque com tanta informação que existe, nem tudo que alimenta a nossa mente é nutritivo assim como o nosso corpo, nem todos os alimentos são saudáveis. Ao contrário, alguns alimentos fazem muito mal e a gente sabe e continua ingerindo e também pra nossa mente é a mesma coisa. Muitos pensamentos, emoções, sentimentos são nocivos e a gente ainda assim continua ingerindo, como num vício. Mas enfim, vamos dialogar um pouquinho sobre a sua existência, sobre o seu papel nesse mundo. Domingo é um dia pra isso, é um dia escolhido, inclusive, pra grandes tradições se reunir para falar sobre o sagrado, sobre o divino, que está fora da gente e eu aqui me contento em dialogar com você sobre o sagrado e o divino que está dentro de você. E eu queria colocar uma questão aqui, que eu tenho certeza você já passou por essa reflexão, todos nós passamos. E eu vejo pessoas comentando comigo e leio sobre isso, cada um tem um jeito diferente de falar de uma coisa que não é. Ou seja, o vazio. O que é o vazio pra você? O que faz o vazio por você? E o que faz o vazio contra você. Tem aquela história do copo meio cheio, meio vazio, que é a maneira da gente perceber o mundo lá fora e a riqueza. E a gente não olhar pra aquilo que é bom e olhar pra aquilo que não é. Mas o que será o vazio? Tem situações na vida em que você perde o chão, aí é um vazio. O vazio é representado também por aquele oco no estômago. A gente deposita muitas expectativas, a gente ancora a nossa vida numa determinada situação e quando ela desaparece parece que tudo acaba, parece que não existe mais nada de tão focado que a gente está naquilo. Por isso eu tenho algumas restrições com a palavra foco. Eu prefiro a palavra sentido, eu prefiro a palavra disciplina, rigor, o interesse, o propósito. Porque o foco me parece uma coisa física demais, objetiva demais, como o cavalo que pra trabalhar, pra que ele não se disperse, não perca a sua atenção, colocam nele aquela tapadeira, porque o mundo é interessante, o entorno é interessante e se ele não tiver com a tapadeira olhando para o foco, olhando para frente e tomando chicotadas, ele não vai desempenhar o trabalho que aquele senhor que está montado, aquele pessoal que quer a sua força especialmente e não quer o seu encantamento. Enfim, vamos pensar sobre isso. O vazio pode ser uma tristeza muito grande, falta de significado para a própria vida, falta de propósito, pode ser angústia, pode ser tristeza, pode ser falta de papel. E será que isso é justo? Será que isso não é um jeito errado de foco? O vazio, penso eu, e quero que você pense aí, é a ausência de si mesmo no lugar onde você está. O vazio é a ausência de si mesmo. Esse é o vazio que dói. Quando não existe o seu papel, quando não existe o significado, quando não existe o propósito, quando sua vida está ancorada num único ponto, e quando ele deixa de existir, porque as coisas mudam ou quando você tem uma grande perda, parece que tudo foi. É exatamente nesse momento que você esquece, que você está ali, você tem uma própria razão de ser e de fazer, e de continuar, e de lutar. A gente entra no vazio quando se abandona, quando deixa de estar presente na vida como ser, como indivíduo, como uma alma, como um coração, como algo que transcende a si mesmo. E ai não adianta a cor do céu, do sol, das flores, o brilho das pessoas, das crianças, a movimentação em torno da gente de toda natureza. Toda riqueza que existe em torno da gente a gente não vê. A gente tá focado em não ver. Tá focado no nada. Então essa é uma situação que todos passamos em algum momento quando perdemos o chão, quando algo acontece, quando a gente não vê perspectiva, quando a gente não vê a luz no fim do túnel. Parece que tudo é vazio, que nada vai acontecer. Mas pense aí. O vazio pode significar também um grande espaço pra você preencher. É, quando tem um vazio significa que existe possibilidade, oportunidade. Só não deixe o vazio ser o oco, ser o nada. O vazio é um espaço a ser preenchido. O vazio é um lugar que precisa de você. Pense nisso ai, no nosso diálogo sagrado nutritivo é pra pensar no vazio quando ele chegar até você e der aquela angústia. Esse é o vazio só pra entender o seu papel. Só é aquela dorzinha pra você saber por onde começar e como pintar, como preencher esse vazio. Que você tenha um dia produtivo, nutritivo, que saiba lidar com essa imensidão íntima dentro de você, sem pesar. E aproveite, aproveite o vazio. Ele é um espaço que se abre pra você fazer outras coisas, novas coisas, depois de perder, depois que outras desapareceram. É sempre uma oportunidade de preencher, de dar um novo significado a sua vida. Preencha o seu vazio. Preencha o vazio que existe fora. Curta o vazio como uma possibilidade de existência, de criação, de invenção, de ressignificação de tudo. Afinal de contas você é uma pessoa com muita substância, você é uma pessoa com muito valor, com muito valor emocional, com muito valor intelectual, com muito valor espiritual. E é com tudo isso que você vai pintar, preencher o vazio do mundo. Tô torcendo pra que você faça desse dia mais um grande dia na sua história. Um Feliz Dia Novo!

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CRÉDITOS: Produção e Edição: Onion Mídia Trilha Sonora: Pianossaurus (Instrumental) Guilherme Arantes

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