A verdade pura e simples raramente é pura e jamais simples – Momento Insight
Feliz Dia Novo

 
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Cada um de nós tem apenas uma parte da verdade a compartilhar. Todo ponto de vista é apenas a vista a partir de um ponto. Reflexão adaptada do livro Insight de Daniel Carvalho Luz. Compartilhe boas ideias e inspiração.

A procura da verdade, um texto adaptado do livro Insight 2 de Daniel Carvalho Luz, lançado pelo Primeiro Programa. “A verdade pura e simples raramente é pura e jamais simples” (Oscar Wild) Era uma noite quente de verão, duas pessoas estavam andando pela praia e ouvindo o barulho suave das ondas e vendo o céu repleto de estrelas. Ambas perceberam alguns fachos de luz no mar, uma delas era um físico aposentado, daquele tipo de cientista que só pensa no trabalho. A ciência era sua vida. Ele correu para o carro onde, sendo como era, guardava toda espécie de equipamento científico. Pegou um cronômetro e mediu a duração dos flashes. Pegou um fotômetro e mediu o brilho dos flashes. Montou um espectrômetro e registrou o espectro deles. Anotou a posição das luzes em relação às estrelas. Enquanto voltava para casa pela orla marítima, parou algumas vezes, tomando notas sobre a localização das luzes e fazendo alguns cálculos por triangulação. Quando chegou em casa, a esposa percebendo sua inquietação pergunta: Você parece agitado, querido? Viu alguma coisa interessante esta noite? Vi – responde ele. Deduzo que tenha visto um filamento de tungstênio incandescente numa capsula de sílica emitindo um padrão regular de flashes de radiação visível a uma intensidade de 2500 lumens, à distância de uns 850 metros da praia. Bem, mudando de cena. A outra pessoa na praia aquela noite, era um adolescente voltando da reunião dos escoteiros do mar. Você parece agitado, querido. Viu alguma coisa interessante esta noite?  pergunta sua mãe. Vi, respondeu o rapaz. Vi um barco sinalizando SOS.E telefonei para a guarda costeira, eles então mandaram um barco salva-vidas pra ver o que estava acontecendo. E você, o que está pensando dessas duas histórias? Dessas duas percepções aí, hein? Qual deles deu a descrição mais exata daquilo que observaram? Nenhum né!? Nenhum deu a descrição exata. Cada um deles deu uma descrição perfeitamente acurada, mas em termos bem diferentes. O físico descreveu o que viu da única maneira como poderia descrevê-lo. Dentro dos limites da linguagem, dos conceitos e das unidades de medida reconhecidos pela física. Se dissesse mais, estaria sendo não científico. No sentido de estar ultrapassando o que um físico poderia dizer como tal. A física pode medir fachos de luz e falar sobre eles. Mas não entende nada de código morse e de SOS. Isso é uma outra área de conhecimento. Pois bem, essa história ilustra a limitação de nossos conhecimentos e de nossas experiências. Sobretudo quando utilizados para fazer considerações sobre os outros, sobre o mundo, sobre pessoas, sobre arte, sobre política, sobre posições. Muitos de nós muitas vezes sentimos o impulso de generalizar a experiência pessoal. Esquecemos que os outros são realmente outros. São diferentes de nós. Outras vezes partimos do falso pressuposto de que todos reagem exatamente como nós. Essa tentação de generalizar ao indício de que só percebemos a individualidade de uma maneira imperfeita. Ainda não entendo completamente quanto cada um de nós é único e original. Por causa disso, nos sentimos permanentemente tentados a projetar nossas reações nos outros. Projetamos neles. Se algo nos aborrece ou machuca supomos que vai aborrecer ou machucar todo mundo. Quando determinada situação desperta em nós uma reação de preocupação, supomos que todas as outras pessoas se preocupariam  nessa mesma circunstância, na mesma medida que nós. Nenhum ser humano sob a face da terra tem toda a verdade. Cada um de nós tem apenas uma pequena parte dela. Mas, se estivermos dispostos a compartilhar nossos fragmentos, nossos pedacinhos da verdade, teríamos todos uma parte muito maior, muito mais completa da realidade total. Vem-me a mente a imagem de duas pessoas, em lados opostos de uma cerca bem sólida. Um dos lados da cerca está pintado de marrom e o outro de verde. Quando a pessoa do lado verde insiste em dizer que a cerca é inegavelmente verde, convida a pessoa do outro lado a contradizê-la. Não, não é, sem dúvida é marrom. É obvio, que ambas tem uma parte da verdade. Assim como a maioria de nós em nossas discórdias. É difícil imaginar que uma pessoa possa estar inteiramente errada em relação a qualquer problema complexo. Cada um de nós tem uma parte da verdade a compartilhar. Na verdade, todo ponto de vista é apenas a vista a partir de um ponto. Argumento adaptado aqui do livro Insight 2 de Daniel Carvalho Luz, que lançamos por volta do ano 2000, mais de  1 milhão de cópias da série com CD e agora também aqui propagados pela internet, pela Rádio Positiva que é a nossa rádio hoje. Entra aí no canal do Youtube, tem muitos  conteúdos pra você, inspiradores do Feliz Dia Novo, do Insight e muitos outros. Também em todas as plataformas de podcast. E, se possível, compartilhe. Esteja conosco sempre nesta rede conectada à boa atitude. Rádio Positiva.

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Música: Não há pedras no caminho… Banda Aquática Álbum: Nova Manhã
Texto: Daniel Carvalho Luz, Livro Insight 2 – Editora DVS

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