O valor de um sorriso – Momento Insight
Feliz Dia Novo

 
 
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Irineu Toledo conta a emocionante história de libertação ocorrida durante a Guerra Civil espanhola, entre um prisioneiro e um carcereiro. Conteúdo do best seller Insight de Daniel Carvalho Luz.

Fazer aqui um Momento Insight, texto adaptado de Daniel Carvalho Luz que nos acompanha. Vou usar este óculos aqui porque eu vou ler esta história inspiradora. Apenas sorria. Muitas pessoas conhecem o Pequeno Príncipe, aquele bonito livro de Antoine de Saint-Exupéry, livro fantástico, lendário. Pois é, Exupéry foi um piloto de guerra que lutou contra nazistas, foi morto em combate antes da segunda guerra Mundial. Lutou na guerra civil espanhola contra os fascistas. Escreveu também uma história fascinante sobre essa experiência intitulada O Sorriso. E essa história que eu vou compartilhar com você agora. Não tá claro na história se ele intencionava escrever uma história autobiográfica ou se é na verdade uma ficção, uma hipótese. Mas segundo sua história, ele foi capturado pelo inimigo e lançado numa cela de prisão. Estava certo pelos olhares desdenhosos e pelo tratamento rude que recebeu de seus carcereiros que seria executado logo logo. A partir daqui vou contar a história conforme conforme me lembro, com as próprias palavras de Exupéry. Dizia assim: -Eu tinha certeza de que seria morto. Fiquei terrivelmente nervoso e perturbado assim que fui preso e encarcerado. Então remexia nos meus bolsos pra ver se havia algum cigarro que tivesse escapado a revista. E encontrei um, e por causa de minhas mão trêmulas eu mal conseguia levá-lo aos lábios. Mas de que adiantava, eu não tinha os fósforos, os fósforos tinham ficado na revista. Olhei através das grades para o carcereiro, ele não respondeu ao meu olhar, afinal não se estabelece contato visual com uma coisa, um cadáver, que era como eu me sentia. Mas assim eu gritei: -Ei, tem fogo? O carcereiro olhou pra mim, encolheu os ombros e veio até onde estava pra acender meu cigarro, encostado na grade. Ao se aproximar e acender o fósforo seus olhos inadvertidamente se cruzaram com os meus. Naquele momento eu sorri, não sei porque sorri. Talvez por nervosismo, naquele momento eu sorri porque eu acho que é o que a gente faz quando a gente se sente um pouco nervoso e sem graça, e também quando encontra uma outra pessoa diante da gente. É muito difícil não sorrir. Em todo o caso, eu sorri. Naquele instante foi como se uma faísca saltasse no espaço entre nossos corações. Nossas duas almas de carcereiro e encarcerado. Eu sei que ele não queria, mas meu sorriso saltou por entre as grades e gerou um sorriso em seus lábios também. Ele acendeu meu cigarro e permaneceu ali perto observando, olhando-me diretamente nos olhos e continuou a sorrir. Continuei também sorrindo pra ele. Agora consciente da pessoa e não apenas do carcereiro. E seu olhar pra mim também parecia ter uma nova dimensão. Pois é, eu viro a página aqui pra dizer como continua esse diálogo. Então ele me pergunta: -Você tem filhos? Sim, sim. Tirei minha carteira e procurei nervosamente as fotografias de minha família. Ele também puxou as fotos de seus niños e começou a falar sobre seus planos pra eles. Então meus olhos se encheram de lágrimas, eu disse que temia nunca mais ver minha família novamente, nunca ter a chance de ver meus filhos crescer. Então percebi que lágrimas afloraram também dos olhos do carcereiro e então de repente sem qualquer outra palavra, ele destrancou minha cela e silenciosamente me conduziu para fora. Uma vez fora da prisão conduziu-me silenciosamente por estradas secundárias pra fora da cidade. Lá nos limites da cidade ele me libertou e sem dizer uma palavra sequer voltou em direção a cidade, ao presídio. Pois bem, minha vida foi salva por um sorriso. Sim um sorriso, a conexão verdadeira, espontânea e natural entre as pessoas. Conto essa história porque aprendi muito com ela. Realmente acredito que se nós nos reconhecêssemos como pessoas desconsiderando nossos títulos, cargos, status, nossas opções políticas ou religiões, nós não teríamos inimigos. Não poderíamos ter ódio, nem inveja e nem medo. A história de Exupéry fala daquele momento mágico em que duas almas se reconhecem como humanas, como irmãs. Um sorriso é isso, um sorriso genuíno dirigido a outra pessoas pode dizer muitas coisas. Diz, por exemplo, eu aceito como você é de maneira incondicional. Quando você sorri para uma outra pessoa ela se sente valiosa, percebida, importante, digna, sente-se melhor em relação a si mesma. E o que custa a você é simplesmente um sorriso. Uma expressão autêntica de cordialidade. Vamos aí, sorria. O sorriso é a menor distância entre duas pessoas, dois corações, duas almas. Texto adaptado do livro Insight I de Daniel Carvalho Luz, tá aqui no nosso repertório lá no canal Irineu Toledo do Youtube, tá aqui em todas as plataformas de Podcast, entra e se inscreve. Quero lembrar que em breve o Daniel vai estar com a gente também aqui novamente em atividade diária, Facebook, Youtube, todos os dias pela manhã. Por que afinal de contas a internet agora é a nossa rádio. Venha com a gente. Participe. Faça parte desta rede conectada à boa atitude.

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Música: Não há pedras no caminho… Banda Aquática Álbum: Nova Manhã
Texto: Daniel Carvalho Luz, Livro Insight I– Editora DVS

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